O QUE FAZER EM MORRETES
O caminho para Morretes é um dos principais atrativos: em qualquer pesquisa sobre a cidade, você encontrará referência ao passeio de trem e à Estrada da Graciosa. Por isso, incluí essas duas opções como atrativos da cidade.
Além disso, dividi em duas partes: os passeios urbanos e os passeios na natureza.
Morretes e o rio Nhundiaquara
Passeio de trem Curitiba–Morretes Pegue um trem na Rodoferroviária de Curitiba e viva a experiência mais famosa de Morretes! De trem, você atravessará a Serra do Mar e inúmeras pontes e um túnel de 12 metros de comprimento, bem escuro, e se arrepiará ao passar ao lado de imensos precipícios, mas se acalme admirando a exuberância e beleza da Mata Atlântica.
Passeio de trem Curitiba a Morretes
Estrada da Graciosa
Retorne pela famosa e bela Estrada da Graciosa, uma histórica estrada inaugurada no século XIX, mais precisamente em 1873. D. Pedro II e a comitiva imperial nas suas carroças, assim como muitos índios peabirus fizeram uso dela.
E hoje ela está praticamente igual à dois séculos atrás, pois mantém os trechos originais de paralelepípedos. E se prepare porque a adrenalina fluirá na veia: são curvas, muitas curvas em cima da Serra do Mar, mirantes ao lado de penhascos, rios, cachoeiras e muitas rosas da Mata Atlântica.
Centro Histórico de Morretes
É pequeno, poucas ruas e você deverá percorrê-las a pé, com casarões antigos e coloridos, ruas tranquilas e arquitetura colonial.
Rio Nhundiaquara
Corta o centro histórico e forma uma das paisagens mais características da cidade. Neste rio, você poderá fazer atividades como boia-cross.
Rua das Flores
Área agradável às margens do rio Nhundiaquara, com comércio, restaurantes, sorveterias e construções históricas.
Ponte de Ferro
Passa sobre o rio Nhundiaquara. È um dos pontos mais fotografados do centro, e a partir dela é possível ter uma visão previlegiada do rio e da Mata Atlântica, e de alguns casarões históricos. Foi construída em 1912 e é considerada um patrimônio histórico da cidade.
Ponte de ferro, de 1912
Barreado
É a grande especialidade gastronômica local: carne bovina cozida lentamente por muitas horas, tradicionalmente servida com farinha de macaxeira / mandioca e banana. É praticamente obrigatório experimentar em Morretes.
Barreado, prato típico de Morretes
Banana e derivados
Doces, balas, chips, licores e produtos artesanais relacionados à banana aparecem bastante no comércio local.
Parque Estadual Pico do Marumbi
Aqui começam os passeios na natureza. Para quem curte montanhismo, esse é um dos principais no Paraná. O conjunto do Marumbi é um destaque na paisagem da região; o pico principal chega a cerca de 1.539 m de altura
Cachoeiras e trilhas
Há muitas quedas d'água espalhadas pela Serra do Mar. O destaque é para o Salto dos Macacos, região de Porto de Cima.
Cachoeira Véu de Noiva - Mata Atlântica
Morretes fica aos pés da Serra do Mar, em uma região de Mata Atlântica preservada.
SOBRE MORRETES
Morretes é um destino pequeno, mas combina muito bem história + gastronomia + Serra do Mar + Mata Atlântica, e o trajeto faz parte do passeio à cidade.
A história de Morretes começou no período colonial, no século XVII, quando mineradores exploraram ouro. Nessa posição estratégica entre o litoral e Curitiba, surgiu um caminho para pessoas e mercadorias que atravessavam a Serra do Mar. No século XIX, o comércio de erva-mate se tornou o forte.
Em 1841, foi elevada à condição de município, desmembrando-se da cidade de Antonina.
O nome “Morretes” faz referência aos pequenos morros que cercam a cidade e que podem ser vistos de diferentes pontos da região. A cidade chegou a se chamar Nhundiaquara, mas voltou ao nome Morretes pouco depois.
Hoje, caminhar pelo centro histórico é uma forma de conhecer esse passado: os casarões antigos, as igrejas, o rio Nhundiaquara e as ruas preservadas ajudam a contar a história de uma cidade que cresceu entre a Serra do Mar e o litoral paranaense.
QUANDO IR
Dezembro a março
É o período quente, especialmente janeiro e fevereiro, quando a temperatura pode ultrapassar os 35°C. Mas também é o período com mais chuvas e com muito verde e exuberância.
Foi em janeiro nossa visita, e o tempo estava intensamente quente e abafado, a umidade alta contribui para se ter essa sensação. E, de fato, Morretes, nessa época pode nos dar a sensação térmica de 50°C.
O que define Morretes nesse período é: quente e abafado.
Junho a agosto
É o período mais frio e menos chuvoso, jaquetas e casacos são necessários. O detalhe é que nem sempre você terá aquele céu azul e a iluminação do sol que deixam fotos e vídeos maravilhosos.
COMO CHEGAR
A forma tradicional de chegar em Morretes é de trem, num passseio pela Serra do Mar. Você sobe no trem em Curitiba e após 4 horas chega em Morretes. A volta pode ser de ônibus interestadual ou de van turística pela Estrada da Graciosa. Foi essa logística que escolhemos. Clique aqui para saber mais.
Outras formas: contratar serviços turísticos de transfer, e isso pode ser feito em agências de turismo pelo centro ou na Rodoferroviária de Curitiba. Ou comprar passagens de ônibus interestadual saindo da rodoferroviária de manhá e voltando à noite.
ONDE E QUANTO TEMPO FICAR
Não precisa se hospedar, um bate e volta já resolve. A hospedagem seria apropriada somente se você pretende passar alguns dias para explorar a natureza do entorno de Morretes, que são as dezenas de morros, cachoeiras e trilhas pela mata atlântica.
NOSSO ROTEIRO EM MORRETES
Fizemos um bate-volta Curitiba-Morretes-Curitiba de Trem na ida, e de van na volta. Contratamos um serviço de guia.
Ao chegar na Estação Ferroviária de Morretes, o guia já nos esperava e nos levou de van ao Largo Dr. José dos Santos, uma rua de paralelepípedo com restaurantes, sorveterias e pequenos comércios. E como já era hora do almoço, escolhemos o “Casa do Rio, Restaurante My House”, para provarmos o tradicional prato da região, o “barreado”.
O barreado é carne desfiada com banana e laranja. No preparo tradicional, usa-se uma panela de barro e deixa a carne cozinhar até começar a se desfazer e virar uma pasta mais escura. O prato à la carte acompanha arroz e salada. Escolhemos uma mesa ao lado do rio Nhundiaquara e vimos muita gente descendo de boia-cross pelas suas águas de correnteza forte. E sobre o serviço de atendimento do restaurante, acredito que esqueceram do nosso pedido…
Após o almoço, tínhamos apenas 2 horas, e caminhamos até a Ponte de Ferro. Ao longo dessa caminhada, encontramos comércios de artesanato e banquinhas de rua. Então, fizemos o que todo turista deve fazer em Morretes: compramos um melzinho azul e verde, umas balinhas de banana (por lá, a banana é destaque) e paramos para tomar sorvete e picolé (a cidade é muito quente, tem de se refrescar). A sorveteria que escolhemos foi a “Sorvetes Artesanais”.
Banquinhas de artesanato no Largo Dr. José dos Santos
Chegamos na praça Silveira Neto, na Rua XV de Novembro, onde há um coreto e comércio ambulante, feira com barracas de doces e artesanatos. Em todo esse percurso existem casarões antigos, muitos deles viraram comércio. Entramos em alguns, pois vale à pena conhecer a arquitetura.
Praça Silveira Neto, centro de Morretes
Comércio em um dos casarões colinais de Morretes
Finalizamos o percurso na Ponte de Ferro, que é uma ponte bem curtinha e estreita e passa sobre o rio Nhundiaquara. Foi criada para ligar o centro de Morretes à região da Vila Santo Antônio.
Entramos na van e rumamos para Antonina, uma cidade que fica a 15km de Morretes.






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